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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

José Afonso... conhecido com carinho pelo "Zeca"!


Já passaram 30 anos!


Eu também estive num dos concertos do Coliseu (não sei se neste):





Hoje as TVs fizeram recordar-me o Zeca, conheci-o pessoalmente quando já se encontrava doente.

Aconteceu mais do que uma vez, quer no café do Hotel Esperança na Luísa Todi, quer no café à beira-rio junto aos barcos para Tróia em Setúbal. Juntava-me com amigos no café e ou ele já lá estava e chamava-nos ou então sentava-se na nossa mesa.

Ele não se encontrava sozinho, pois já necessitava de ajuda quer para andar, quer para lhe colocar o casaco pelas costas… mas nós só queríamos ouvi-lo, era um bom contador de histórias… gostava de as contar e olhar para as nossas caras... só tínhamos olhos para ele... tanto falava de quando andava em digressão com os miúdos (referia-se muitas vezes ao Júlio Pereira) até dos barulhos que fazia um mecânico que se instalou perto dele.

A maneira como contava os vários acontecimentos, desde os mais simples aos mais complexos... parecíamos que estávamos a vivê-los, como se de um filme se tratasse, a crítica social estava sempre presente, mas era descrita com uma subtileza que só estando com atenção a identificávamos.

Por nós ficávamos sempre mais um bocadinho… queríamos sempre mais… era uma tristeza quando ia embora… e acabou por não voltar, apesar de ansiosamente esperarmos pelo Zeca.

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É difícil escolher uma só canção, mas acabei por escolher a música “Carta a Miguel Djéje”... é maningue africana... fala da minha terra, o bairro da Ponta Gea, onde vivi vários anos... saber que é uma homenagem a um “mainato”... e que me faz lembrar que o meu Pai também teve vários amigos “mainatos” com quem continuou a se comunicar, mesmo depois de regressar a Portugal Continental.








sexta-feira, 24 de abril de 2015

CONTAS TIPO "DEVE E HAVER"



Como me sinto:


Em apartamento horizontal de um prédio inclinado!



Com a entrega do IRS de 2014, resolvi fazer umas contas simples, tipo “deve e haver” como antigamente se fazia.

Descobri então que:
Ø  a pensão recebida em 2014 é igual à de 2013, nem 1 cêntimo a menos e muito menos a mais;
Ø  a retenção na fonte, idem, idem, aspas, aspas... minha alma está parva;
Ø  a contribuição aumentou em 307,70 €... Brrrrrrrrrrrrrrrr;
Ø  a sobretaxa diminuiu um “bocadinho assim”! Apenas 18 €;
Ø  o IRS que paguei também diminuiu (este ano tive o triplo da despesa em saúde)! Vai ser de 22,53 € a menos... olhando prá simulação (não costumam errar, valha-nos isso).

Conclusão: em 2014, ganhando o mesmo que em 2013, tive mais descontos! No valor de 267,17 €. A culpa é da crise! Se é, prendam-na. Já!

Onde aplicaram este dinheiro!?

Com se pode ver a diminuição da sobretaxa não foi suficiente para igualar o que se passou em 2013, quanto mais tudo o resto que se encontra para trás. Andaram-nos a tentar tapar o SOL com a peneira! Só mesmo com um pano encharcado, não!?

Também andei a vasculhar qual era a % dos meus descontos na minha pensão da CGA e encontrei este valor 26,08%! Atenção, não está incluído o desconto da ADSE.

Relativamente a um outro tipo de pensão, equivalente à minha, encontrei a seguinte % de descontos: 21,58%! Mais outra simples conclusão: deve ser por isso que querem acabar com a TSU dos “patrões”… e mais não digo!

Com isto tudo, amanhã comemora-se mais um 25 de Abril!
Que venha um NOVO 25 de ABRIL. Já!

As campanhas para as eleições já andam aí! Em breve vão tentar-me dar papéis explicando em quem votar! Enquanto me lembrar destas simples contas, vão ter de esperar sentados!

Registo tudo isto para memória futura!

Afonso, como será isto daqui a 10 anos!? Será que vou sobreviver!?

Umas gaivotas voavam, voavam,
Assas de vento,
Coração de mar.
Como ela, fomos livres,
Fomos livres de voar.


De "Somos livres" - Ermelinda Duarte: