quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

José Afonso... conhecido com carinho pelo "Zeca"!


Já passaram 30 anos!


Eu também estive num dos concertos do Coliseu (não sei se neste):





Hoje as TVs fizeram recordar-me o Zeca, conheci-o pessoalmente quando já se encontrava doente.

Aconteceu mais do que uma vez, quer no café do Hotel Esperança na Luísa Todi, quer no café à beira-rio junto aos barcos para Tróia em Setúbal. Juntava-me com amigos no café e ou ele já lá estava e chamava-nos ou então sentava-se na nossa mesa.

Ele não se encontrava sozinho, pois já necessitava de ajuda quer para andar, quer para lhe colocar o casaco pelas costas… mas nós só queríamos ouvi-lo, era um bom contador de histórias… gostava de as contar e olhar para as nossas caras... só tínhamos olhos para ele... tanto falava de quando andava em digressão com os miúdos (referia-se muitas vezes ao Júlio Pereira) até dos barulhos que fazia um mecânico que se instalou perto dele.

A maneira como contava os vários acontecimentos, desde os mais simples aos mais complexos... parecíamos que estávamos a vivê-los, como se de um filme se tratasse, a crítica social estava sempre presente, mas era descrita com uma subtileza que só estando com atenção a identificávamos.

Por nós ficávamos sempre mais um bocadinho… queríamos sempre mais… era uma tristeza quando ia embora… e acabou por não voltar, apesar de ansiosamente esperarmos pelo Zeca.

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É difícil escolher uma só canção, mas acabei por escolher a música “Carta a Miguel Djéje”... é maningue africana... fala da minha terra, o bairro da Ponta Gea, onde vivi vários anos... saber que é uma homenagem a um “mainato”... e que me faz lembrar que o meu Pai também teve vários amigos “mainatos” com quem continuou a se comunicar, mesmo depois de regressar a Portugal Continental.








quarta-feira, 29 de junho de 2016

REVISITAR ÉVORA (Junho de 2016)


Logo pela manhãzinha apanhei dois cisnes barulhentos e brigões que lutaram por uns sapatos!






Um pavão também se fez ouvir lá do alto do seu palácio!



(alterado - efeito)



Edifícios imponentes mostrando a magnitude de outros tempos:






(alterado - transformar)

(alterado - transformar)


Outros olhares, outros pormenores:








(alterado - transformar)




Mas onde é que já vi isto!?



O "clubismo" pairava sobre os telhados... Viva o SLBeira! Ahahah






Já vivi em Évora... cerca de 2 a 3 meses... Naquele tempo em que era necessário concorrer a todo o país para não ficar desempregada.








quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PARA QUE A MEMÓRIA PERPETUASSE...



Em tempos, fiz esta página na net sobre a minha cadela que viveu comigo 12 anos.

Apesar de neste momento ter 3 cães, uma fêmea e 2 machos, é impossível esquecer a Lusa que ia para todo o sítio comigo.



Era o “terror” dos meus amigos… Quando os via, caminhava a correr e a saltar para eles, toda contente... mas eles tinham a sensação que ela queria atirar-se a eles… no entanto, quando chegava ao pé deles, desviava-se. Matreira! Ainda hoje, quando falamos dela, ainda se lembram dessa situação e do susto que apanhavam.

Era grandalhona, um pouco bruta, mas muito meiga. Tinha medo da trovoada, fugia para debaixo da minha cama. Nada, nem ninguém fazia-a sair dali enquanto durasse a trovoada. Trovoada, foguetes ou tiros!

Fui parteira das duas vezes que teve crias e, da primeira vez, quando algum “chorava”, ia-me chamar para que a ajudasse. Quer fosse dia ou noite… resultado: tive de arranjar maneira de dormir perto dela.

Foi esta a página feita pelo meu amigo de infância, que me fez voltar a revivê-la.

Sim, Tony, lembro-me do Tejo... das corridas na praia, dos saltos que dava para apanhar a bola de ténis, que era mandada o mais alto que conseguíamos... de não nos deixar sair pela porta da frente, metia-se à nossa frente e ladrava... que estranho! Descobriu-se que havia uma cobra!

As coisas boas (fora a cobra) devem ser recordadas com carinho!
  

sábado, 18 de julho de 2015

HERBÁRIO DE VERÃO ALENTEJANO… com animais à mistura


Vou começar pelos cardos. Quem não os conhece!?
São utilizados no queijo... queijo sem cardo, não é queijo!


Ontem, 17 de Julho de 2015, resolvi fotografar tudo o que encontrasse para colocar no meu blogue. Uma promessa que se repetia sempre que ia ao “campo” alentejano.

São muitas as plantas “secas” que povoavam o chão alentejano. Apontar a favorita, é difícil.












Outras maiores que ficariam bem em qualquer tipo de jarra.
 
 
 

 Até um ramalhete (“bouquet” para quem não conhecer o termo) encontrei no campo Alentejano.


Ou uma solitária:


Ou outras. Linininindas (como dizem quando se referem às marchas)!



Ou peludas (como a barata que dizia ter um sapato de veludo – cantiga infantil).


Até os líquenes são lindos!



Também as plantas aquáticas (cadê as rãs?... só se ouviam os sons).


Ir ao Alentejo e não ver cegonhas, é como ir a Roma e não ver o Papa.


Ou não ver os patos ou outros (carraceiros!?) junto às pequenas barragens… (mal nos aproximamos, fogem a esconderem-se).



Também as andorinhas andam a reunirem-se para combinarem a ida pró estrangeiro.


Umas cotovias andavam a encher o papo… lá consegui “apanhar” uma curiosa! Foi a 1ª vez.


Os gafanhotos também andam aos saltos, mas este parece ser do Sporting (ahaha)!


Uma libelinha de asas transparentes…


São hiperativas, difíceis de se fotografar.

E outros “bichos” voadores:


Ao todo foram 150 fotos batidas numa manhã em pleno Alentejo.